quarta-feira, 30 de março de 2011

Anne Elisabeth

Hoje
A tarde foi fúnebre
Chorei a morte de uma filha
Para vida inteira eu a queria.

Senti em cada parte minha
O vazio deixado quando alguém parte.
A boca amarga, o estômago enjoado
Não havia saída, nenhum lado.

Meu pranto durou eternamente
Nos minutos em que estive consciente.

A filha amada e preferida
Ela, tão doce, desejada e querida.

Era tão linda e doce,
Talvez perfeita.
A eleita.

A dor não é só da alma.
É da carne, da visão,
Do tato, do olfato.

Meu corpo geme
Adoece e treme.

Ainda choro,
E sei que a queria sempre
Rezo e imploro,
Mesmo sem crer peço piedade
Da minha alma, e por caridade
Me leve no dia que deve ser.
E que me eleve ao lado
De tão bela criatura.

Doce,
Amada,
Querida.

Sei que não está perdida
Está plena, talvez até com asas
Para sobrevoar todas as casas
Como sempre quis durante a vida.

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