sexta-feira, 1 de abril de 2011

Escrito a sangue

Meu coração não sente,
Vive.
Nele,
Não há sangue algum.

Em minhas veias e artérias
Corre é tinta.

Gosto de pensá-la
Em cor azul
A minha preferida.

Ele é cheio,
Repleto.
Não bate,
Vibra continuamente.

Emociona-se à toa
A todo instante

Desejo usar essa tinta
Escrever o dia todo

Minha vida é um livro
Que a mim não foi dada a posse

Sou grato.
Este músculo,
O mais forte de meu corpo

Que me dá a vida
E o sentido.

Quero sangrar até morrer
Sobre este livro que não é meu.



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