quinta-feira, 2 de junho de 2011

Meia dúzia de prazeres

Intervalos esparsos
Entre momentos de trabalho,
De lida tranqüila.

Sobra-me um tempo furtivo
Para uma lida,
Meia dúzia de poetas e poetisas.
Meu desejo é cem, não tenho tempo,
Há trabalho a fazer.

Gosto de café amargo
Mas de versos doces
Como os de Cora Coralina
Gostaria que fossem meus
Mas são de fato
Talvez mais eu deles
Do que eu de mim mesmo.

Tive meia dúzia de prazeres.
Se tivesse lido cem deles
Cem mil vezes prazer teria
E não saberia o que fazer
Com tanta euforia,
Seria impossível trabalhar.

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