quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sementeira

Sou terra fértil
Onde alguém pode
Depositar sementes
ou escrementos

Sempre brotarão
Sentimentos,
Ressentimentos,
Tormentos

Terreno aberto
De baixo de um céu
Repleto, de onde caem
Chuva,
Raio,
Tempestades.

Semente
Escremento
Terra
Novidade

Sou fértil e produtivo
Como terra
Como semente
Engulo dor
E não temo
Sentir a fenda
A ser aberta para vir a semente

Celebração

Escrito após ler o conto . . .

A MENINA E O VELHO de Mariela Mei na coluna CONTAÇÃO da revista digital Letras et cetera


Num olhar meu,
A cada vez mais inquisidor
Me condeno a perseguição
Deste seu um andar de adulta prematura
Fito os quadris quase em forma
Da idade de um rebento.

Meu olhar é tão oposto
Ao gosto que sinto da hóstia
Recem colocada em minha boca
Cabisbaixo retiro-me.
E já há pouco dissolvida
Continuo a me condenar
E absolver, a te devolver
Em segredo o que por instantes
Traspassado por completo sua intimidade
Em meus desejos mais sombrios e desconformes.

Enfim,
Ajoelho-me na intenção
Da penitência e não da comunhão.

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