terça-feira, 29 de outubro de 2013

Lou Reed se foi

    Domingo dia 27 de outubro de 2013, um pouco depois das 20:00h recebi um torpedo de uma amiga que dizia o seguinte : “Você soube da morte do Lou Reed?”
    Tive que engolir seco e duro um nó que se fez na minha garganta, retirei-me do ambiente onde estava em companhia de outras pessoas pra derramar sozinho uns fios de lágrimas.
    Em seguida comecei a me questionar o por que daquele choro, já que perdi algumas pessoas importantes na minha vida e não chorei. Fato é que parte do que sei da língua inglesa foi motivada pela vontade em entender o que ele escrevia, ter passado a gostar de Allan Poe foi por conta dele, algumas coisinhas que sei sobre Nova Iorque aprendi em suas músicas, centenas de outras bandas que conheço e gosto tocaram músicas dele ou do Velvet Underground, minha vontade de ler James Joyce é por conta dele, meu gosto musical foi praticamente construído sobre o que veio depois dele ou Velvet. Inúmeras razões eu tenho pra chorar e que se dane se alguém estiver vendo. Voltei ao lugar em que estava e falei da minha tristeza. 
    Obviamente existem outros grandes na música, mas ninguém foi tão presente e chegou tão perto de falar uma linguagem que me fez pensar, sentir, emocionar, aprender e muitas outras coisas.
Enfim, agradeço pelo dia em que ouvi a primeira vez uma música dele. Deve ter sido “Vicious”, não sei ao certo, mas o ano era 1983 e depois não parei de acompanhar. Trinta anos eternos...

domingo, 27 de outubro de 2013

Shamed moon

and the sun have waited all day long
better to say
the sun had wasted all the day
wating for the night to come
to feel and see what it would never can
the beauty of the dark and the silence of the night

at the other hand
it lended its brightness
to a full pale moon that happily sees
the sun and the light
the day and the night
the light and the dark

but shamefully hides one of its faces
the scary one
the bruised one
surely that one which really needs the light

Lua envergonhada
e o sol esperou por todo o dia
melhor dizendo
o sol desperdiçou todo o dia
esperando pela noite chegar
para sentir e ver o que jamais poderia
a beleza da escuridão e o silêncio da noite

por outro lado
emprestou seu brilho
a uma cheia e pálida lua, que alegremente vê
o sol e a luz
o dia e a noite
a luz e a escuridão

mas envergonhada esconde uma de suas faces
aquela assustada
aquela machucada
certamente aquela que realmente precisa da luz

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Rosa está morta(Rose is dead)

rosas lhe deram um nome
rosas selvagens lhe deram um perfume
e rosas secas lhe deram um amante

algumas rosas enfeitaram
seu suntuoso e furioso cabelo louro
um único espinho machucou seu dedo e coração
e aquela rosa era azul,
da mesma cor dos lindos e perfeitos
olhos azuis que eram dele

e o amor perfeito...
sempre recusou-se a crescer sobre o mesmo solo
onde o roxo e as rosas brancas de mármore
lhe deram o nome de solidão

sábado, 12 de outubro de 2013

Rose is dead

roses gave her a name
wild roses gave her a smell
and dry roses gave her a lover

some roses had adorned her imperious, furious blonde hair
a unique  thorn hurted her finger and heart
and that rose was blue, the same colour of his pefect pale blue eyes
his perfect love, for ever and ever rejected to grow
on the same ground where that purple and white marble roses gave her
the name of loneliness

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Amar de mais

Amar de mais
Ou amor de menos?
Amor nunca é de mais
E amar nunca é de menos
Porque sempre é na medida certa
E fora disso é qualquer outra coisa
Diferente daquela a qual chamam de amor

Seguir por Email