quarta-feira, 18 de junho de 2014

e feito Cruz e Souza II

vida sem sentido

o tempo rasteja
desperto em um sonho doloroso
nesta madrugada eterna
dentro de uma espiral onde ainda afundo

debaixo de uma vida sem sentido
imaginando o cheiro da morte
fingindo ainda estar vivo
mas não vivendo, realmente

o tempo está correndo
deslizando através da maturidade
secando a pele que recobre
uma porção de carne
que um dia vai feder
antes de alimentar vermes e larvas
que provavelmente ignorem
o fato de estarem vivos

uma releitura em 07/08/2015

o rastro do tempo é desespero 
dum sonho danoso
vindo adentro noite afora

em espiral ainda fundo

sob a vida segue outra
pensando qual cheiro a morte tem
porém exalando vida 
ainda que sem sentido ou fim

o tempo passa
escorre maturidade abaixo
secando pele e carne
que por fim vão feder
e servir de alimento a vermes e larvas

que provavelmente ignorem
o fato de estarem vivos

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