domingo, 1 de maio de 2016

UM POEMA SEM NOME OU DATA

Surpresas são agradáveis
Esperá-las não é nada saudável
Olhar dentro de mim, onde realmente moro
E um dia arrastar todos os móveis,
Ajeitar a casa, limpar os cantos
Guardar nas estantes os encantos passados
As paixões desenfreadas e as não correspondidas.

Memórias são agradáveis
Todas, todas elas, até mesmo as indesejáveis…
Foi nelas que fui feito
Foram elas que me deram defeitos
É nelas que construí ilusões,
Sobre o que não sou e
Sobre o que penso não ser.

O que ser, o que não ser?
Isso pouco importa!
Estar é mais adequado

“Aquele que é, não está no ciclo
Aquele que está, é do ciclo!
Aquele que pensa… bem pensar é a abstração mais nobre da existência
Imaginar o que não existe, almejar o que não tem contorno ou forma
Simplesmente apreciar a ordem natural sem esperar nada”

Em ti vejo um final de ciclo
De um tempo de experiências, de ilusões e desilusões
De distrações, de alegrias e tristezas
Imagino que em ti se desfaz minha última paixão

e…

Em ti vejo um início de novo ciclo
Sem ser, sem coisas com nomes
Eu como um ser no agora
Livre de qualquer sentimento anterior
Com a casa toda arrumada e limpa


Só pra te convidar a entrar e conhecer...

Seguir por Email