"(...)
fui colocado em contato com o impostor,
o espírito maldoso,
e manobrou-me para uma luta sem fim durante a vida
da qual não havia escolha,
a não ser escrever a minha saída.
(...)"
William S. Burroughs em Queer
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Rime and rhyme
I'm sick and tired of you
Trying to force me to do
The way you like or chose
My rhymes aren't enough
To show you or mean my thoughts
I'm bored, this old history
These pale girls
Fairytale instead of mystery
Just tired to try to please
Who I don't even know how
I won't rhyme this with time
I'll try some lime, sweetie-pretty
Or I'll make your sugar bitter
This rhyme is fine
I'm tired of this mess
I guess...
I really need to rime
This time...
sábado, 8 de setembro de 2012
Natureza exata
Por dentro existe um
outro eu
Aquele que não vê
beleza em nada
Que vê apenas a lógica
das palavras
A morte como saída
única e a dor como mestra
Por dentro existe um
outro eu
Aquele que assassina
qualquer poesia
Que critica o que não
é dele mesmo sendo meu
E se vê como o único
a saber de coisas
Por dentro existe um
outro eu
Aquele que se alimenta
de coisas negativas
Que insiste em
sobreviver a qualquer custo
Sempre me lembrando que
ele é a minha natureza
sábado, 25 de agosto de 2012
Beijo verso
Parece-me estranho escrever o verso profundo
Que em ti chegue tão forte quanto o toque de teus lábios
Despertando em mim o silêncio do verso perfeito.
it seems strange to me writing the perfect verse
which reaches you out as deep as the touch of your lips
awakening in me the silence of the perfect verse
Que em ti chegue tão forte quanto o toque de teus lábios
Despertando em mim o silêncio do verso perfeito.
it seems strange to me writing the perfect verse
which reaches you out as deep as the touch of your lips
awakening in me the silence of the perfect verse
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Os sonhos e o vento
De qualquer forma o
vento sopra
Revelam-se então teus
traços perfeitos
Coincidentes com meus
desejos imperfeitos
De qualquer forma o
vento passa
Revelam-se porem poeira
e areia deixadas
Na estrada dos sonhos
sem fim
De qualquer forma o
vento derruba
Revelam-se então
árvores sem folhas
Todas ao lado dos
desejos e sonhos
Deixados caídos e não
vividos
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