sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Isabelle

It is not the same red as seen during the sunset
Neither the one as seen in the sheets
    after the maiden's first night

It's not the same golden as seen on that girl's hair
And it's really not the gold that adorns hands of kings,
    princes or any nobleman that is

It's not the same blue as seen in some dreams
Neither that one as seen around the iris of
    astonishing Isabelle, so beautiful, so pure

It's not the same dark as unseen during the night
And it's really not that dark devouring any colour
    any stare, a wish or whatever it is

It doesn't belong, the pureness of white
Because there is no notion anymore , even a foggy notion
    the way that looked like the skin of Isabelle

Nobody want her no more, nobody see her anymore
Because her preciousness was taken away
    cruelly, roughly, finally

Nobody knows where she goes or walks
But in my dreams she runs with Annabel
    both at the beach while the wind sings

About the paleness of their beauty and prowess
While they sing and spin to the sound of the sea
    a raging sea, a calm sea, calm and raging sea

(versão em português)

A ti terra mãe

A ti terra mãe,
Gaia da ciência,
da existência!

A ti me devolvo
E te devolvo parte de ti
E de mim quase inteiro

A ti terra querida, dou-me:
Aquilo que fui,
O que quiz e o que não mais será.

A ti, terra que engole
Eis um corpo que jaz
Que não me serve
Mas que a ti pertence

A ti terra querida,
Que devora olhos,
Que come gente,
Que vive ainda,
A ti me dou.
Querendo que me torne
Em algo que em outra forma te sirva.

Sempre!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Um adeus à Dona Zinda(querida mãe, tia, irmã, avó e amiga)

Deus não poderia ter escolhido um dia melhor que este pra te recolher

O dia em que os três Reis Magos visitaram o messias recém-nascido
O dia em que removemos os enfeites de Natal.
O dia em que a felicidade mudou de caminho,
Um caminho sem sua mão pra guiar
O seu colo pra confortar
E seu rosto pra beijar.

Um caminho onde seguiremos com tudo de melhor que nos deu:
O conhecimento que tinha, o amor que nunca faltou e
A dedicação que apenas mães sabem como é,

pois não sou mãe
mas tenho uma
nunca serei
e nem nunca terei
uma para sempre

mãe?
é só uma mulher...
que só me alimentou,
que me deu só de seu leite
que me educou
e ensinou a sempre olhar o dicionário, quando só.
que me deu colo,
que só amou... fosse a mim ou meus irmãos
ou a todos nós, e nunca um só

é só uma pessoa
que eu só gosto
que eu só admiro
que eu só olho e digo:
"Mãe não é uma só, é só você!"

sábado, 24 de dezembro de 2016

fim da maturidade

sentar-me à soleira da porta e pensar apenas,
sou o resto de um mau sonho da noite
escrever sobre isso e sentir-me um palhaço.
bem como o pequeno Milton disse:
"poetas e pintores são bufões que projetam
sombras sobre a água."

num silêncio terno e perturbador ao mesmo tempo
rodeado das lamentações e dores que me fizeram amadurecer
repousa minha resignação, ou pelo menos um arremedo
de aceitação daquilo que fui.

as folhas que caem e apodrecerão
que irão se tornam inúteis à árvore, porém úteis ao solo
forram também a superfície desta água mansa
onde projetam-se as sombras e perduram as mazelas.

de tempos em tempos a água seca
as gotas mínguam ou pingam lentas a miúde
as sombras se travestem em penumbras

o triste bufão se despe de si e da falsa alegria

nu, ao lado de um curso d'água estio que finda num lago seco
que por fim dá esteio ao fim sem nenhum meio

sombras, mazelas, dores, folhas...
enfim as flores!
as coroas e o punhado de terra.

o solo
a falta de sol
enfim só
e de sólido só o resto, do pó ao pó...

terça-feira, 15 de novembro de 2016

fiz o que sabia

E se eu não sei te fazer sentires amada
Por que razão eu devo ficar então?... se fiz o que sabia
Se não te faço sentires amor em mim
Sou gelo então, que derrete em suas mãos

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