quarta-feira, 13 de abril de 2011

A submissão de Carolina

Carolina trabalha bastante,
Mãe dedicada, boa amante.
Casa impecável, em ordem e limpeza.
Dá duro na faxina pra que os dois filhos possam estudar,
O que não fez.

Mas por ser bem quista e adorável
Sua patroa lhe ensinou
A ler e escrever.

Ama seu marido,
Parece-me que ele também,
Nunca a traiu.
Em pensamentos não sei,
Não posso ter certeza.

Carolina sim!
Nunca o traiu
Nem em pensamento.

Um dia chegou a sua casa,
As crianças estavam fora,
Dormindo na casa da avó.
Desejou profundamente encontrar o marido
E a única coisa a fazer
Repousar a cabeça em suas coxas e umas carícias pelos cabelos
E ali adormecer,
Apenas isso.

Mas seduziu-a, estranho, pois a sedução é uma arte feminina.
Estendeu as carícias até outras partes de seu corpo.
Não era o que queria,
Mas consentiu, ele sempre a tratava como gostava.
Entregou-se àqueles momentos de prazer sem afeto,
Foi o que sentiu.
Teve muito prazer e consumado o ato
Sentiu-se relaxada e adormeceu.

Acordou bem!
Radiante!
Disposta e amada.
Mas não foi o acontecido com o marido.

Tivera um sonho!
Chegava a sua casa e sem pedir nada
O marido a pegava no colo,
Levava-a até o sofá e
Deitava-a sobre as próprias coxas
A lhe acariciar os cabelos.
O sonho foi tão bom que o desejo de adormecer se fora.

Então Carolina se arrumou bem bonita, mais do que já era, e saiu.
Voltou à luta, que era dura,
Mas a ela pouco importava se era ou não.
Carolina era muito feliz.

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